segunda-feira, 3 de setembro de 2007

HOMENAGEM AO ARTISTA

"ADONIRAN BARBOSA"

Adoniran Barbosa nasceu em 06 de agosto de 1910, em Valinhos, SP. foi um colecionador nato de apelidos. Seu verdadeiro nome era João Rubinato - mas cada situação por ele vivida o transformava num novo personagem numa nova história.

Ele nos conta a vida de um típico paulistano, filho de imigrantes italianos, a sobrevivência do paulistano comum numa metrópole que corre, range e solta fumaça por suas ventas. Através de suas músicas, canta passagens dessa vida sofrida, miserável, juntando o paradoxo bom humor / realidade - para quê lamúrias?

Tirou de seu dia a dia a idéia e os personagens de suas músicas. Iracema nasceu de uma notícia de jornal - quando uma mulher havia sido atropelada na Avenida São João.

Adoniran nasceu e morreu pobre em 1982 com 72 anos - todo o dinheiro que ganhou gastou ajudando ou comemorando sucessos com os amigos - seu combustível era a realidade - porque então querer viver fora dela? Talvez soubesse que o valor maior de suas canções eram interpretações como a de Elis ou Clara Nunes.

Foi um grande colecionador de amigos, com seu jeito simples de fala rouca, contador nato de histórias, conquistava o pessoal do bairro, dos freqüentadores dos botecos onde se sentava para compor o que os cariocas reverenciaram como o único verdadeiro samba de São Paulo. Mais do que sambista, Adoniran foi o cantor da integridade.

Algumas frases do mestre : Falar errado é uma arte, senão vira deboche

Eu sempre gostei de samba. Sou um sambista nato. Gosto de samba e pouco me importa se custaram a me aceitar assim. Implicavam com as minhas letras, com os nóis fumo, nóis vamu, nóis semu etc. etc... O que eu escrevo está lá direitinho no Bexiga . Lá é engraçado... o crioulo e o italiano falam igualzinho... o crioulo fala cantando...”

para quem não conhece as musicas desse talentoso sambista, no orkut tem suas discografias para baixar! (click na figura para ir a pagina do orkut "discografias - adoniran barbosa")

(Trem das Onze)

"Não posso ficar
Nem mais um minuto com você
Sinto muito amor
Mas não pode ser
Moro em Jaçanã
Se eu perder esse trem
Que sai agora às onze horas
Só amanhã de manhã

E além disso mulher
Tem outras coisas
Minha mãe não dorme
Enquanto eu não chegar

Sou filho único
Tenho minha casa pra olhar"

Um comentário:

Unknown disse...

raul gil agr
ninguem merece issu
siuahisuahisuhai

mai ta dahora o blog

abraz